Um país estilhaçado (e as achas do papa)

pedisse perdão pelo apoio que a Igreja deu a Franco, durante e depois da guerra.
Um perdão que, antes de mais, deveria ser pedido pelos bispos espanhóis, escreveu a plataforma Redes Cristianas, que agrupa movimentos católicos progressistas, num artigo de opinião no El País. "Todos os grupos têm direito, provavelmente a obrigação, de honrar os seus mortos", mas, ao ignorar o sofrimento do outro lado, a Igreja "parece querer manter abertas as feridas" e demonstra "a sua incapacidade para superar as posições do passado", dizem os signatários. "Para que seja possível construir a reconciliação que o país necessita, é preciso ressarcir moralmente todas as vítimas, e isso ainda não foi feito com as do lado republicano."
Denúncias que ganham força por surgirem dias depois de um grupo de trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ter recomendado a Madrid que se empenhe em descobrir o que aconteceu aos mais de 143 mil espanhóis desaparecidos durante a guerra civil e a ditadura. Pediu também que anule a lei da amnistia, aprovada na transição para a democracia, e julgue os responsáveis pelos crimes.

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