A Ficção Das “Escolas Independentes”

devolver a escola aos professores não é isto. A menos que subitamente se tenham tornado colectivistas defensores de cooperativa ou da recuperação do modelo colegial da gestão democrática das escolas. Para isso bastaria “abrirem” a legislação sobre administração escolar a outras vias dentro da rede pública.
O que isto significa, embora não sendo assumido, é a porta de entrada para a alienação dos estabelecimentos públicos de ensino e a entrada de grupos económicos privados a gestão directa da rede pública, usando um “grupo de professores” como testas de ferro, 

pois dificilmente um verdadeiro “grupo de professores” tem actualmente meios e a possibilidade real de estabelecer um contrato com o Estado sem ter a personalidade jurídica de uma cooperativa ou empresa, ou seja, 

aquilo que já existe no terreno, pois os grupos que gerem a maioria dos colégios privados são exactamente organizados em forma de cooperativa, empresa ou sociedade anónima.

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