A urgência de combater a violência sexual em cenários de guerra

Todos os dias nos chegam relatos de crimes horríveis na Síria. A ONU confirmou agora que a violação está a ser usada para aterrorizar e punir mulheres, homens e crianças no decurso de buscas domiciliárias e interrogatórios, em postos de controlo e em centros de detenção e prisões por todo o país.

O mais recente e angustiante relatório da Comissão de inquérito da ONU descreve uma mãe a ser violada e forçada a cozinhar e limpar para os seus raptores, sob a ameaça de assassínio dos seus filhos. Conta a história de uma estudante universitária que foi violada porque o seu irmão era procurado pelo Governo. Estas histórias são a ponta do iceberg. Medo, vergonha e a mera luta pela sobrevivência fazem que muitas vítimas não denunciem os seus casos.

A violência sexual tem sido usada como arma de guerra em quase todos os grandes conflitos recentes, da Bósnia ao Ruanda. A violação é usada como uma tática militar deliberada, para atingir objetivos políticos, para humilhar adversários políticos, para expulsar ou subjugar um grupo étnico diferente ou para aterrorizar e aniquilar uma comunidade. Em alguns conflitos ainda é usada para infetar mulheres com VIH ou provocar-lhes lesões que as impeçam de ter filhos.

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