Do salazarento deus, pátria e família (e que família!)

Mais de metade (50,9%) das vítimas frequenta o pré-escolar e o ensino básico 3ºciclo e, "apesar do número não ser tão significativo", 12,9% "não detinha nenhum nível de ensino", apesar de a maioria estar em idade escolar.

Os dados indicam que 9% das vítimas residiam no distrito de Lisboa (9%), seguindo-se os Açores (5%), Faro (4,2%), Vila Real (2,3%) e Porto (2,1%).

Tendo em conta que cada vítima pode ser alvo de vitimação por mais do que um autor de crime, a APAV totalizou 898 agressores, a maioria dos quais (68,9%) tinha relações de parentalidade com as vítimas.

Segundo o relatório, 82% dos agressores são homens, 14,1% têm entre os 35 e os 40 anos, 10,1% entre os 45/50 anos, 7,4% apenas sabiam ler e escrever, 42,3% estavam empregados, 24,6% eram dependentes do álcool e 18,6% não tinham antecedentes criminais.

A vitimação continuada representou 70% dos casos, com uma duração entre os dois e os seis anos.
A maior parte dos crimes (59,2%) ocorreu na casa onde vive a vítima e o agressor, seguindo-se a residência da vítima (8,6%) e o lugar/via pública (6,7%).

A APAV refere que 43% das vítimas não apresentaram queixa junto das entidades policiais, enquanto 32% fizeram-no, a maioria (50,4%) à PSP, encontrando-se a maior parte dos processos (56,3%) em fase de inquérito.

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