Rasteiro, destinado a provocar alarido, alarme e envenenar a discussão
- Documento, entregue ao Governo propõe formas de cortar 4000 milhões de euros e refere que há classes profissionais (polícias, militares, professores, médicos e juízes) que têm “demasiadas regalias”.
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- Surgem propostas para suavizar o que a “troika” exigia, como se fosse uma conquista, uma resistência do Governo às “exigências”. No fundo, “recua-se” para as posições desejadas. Os 50.000 eram, afinal, 15.000. Os imensos privilégios dos grupos profissionais (não aplicados a gabinetes ministeriais e cargos de nomeação política) limitam-se a ser as condições laborais específicas a cada função, pois uma coisa é ser médico, outra ser professor, outra ser funcionário das finanças, outra ser polícia.
Tudo isto é básico, rasteiro, transparente, destinado a provocar alarido, alarme e envenenar a discussão. Segue cartilhas antigas de agit-prop, com um ligeiro twist liberal for dummies, em forma de vingança póstuma
Havendo subversão das funções do Estado, tem toda a razão o militar que alertou para o facto de um Exército fraco, neste contexto, só servir a quem tenta perverter as funções do Estado.
Aos eventuais 7 mil milhões do BPN há que acrescentar isto e o que mais virá. Não há aqui uma radical perversão do papel do Estado que prefere proteger os bancos à custa dos seus cidadãos?
