Polémica da treta *

O professor de História põe a hipótese de o país vizinho ter aproveitado o concurso para “projectar o monumento e Olivença enquanto património de Espanha, ridicularizando a intelectualidade portuguesa”. E garante que a presença da igreja no concurso – e o sucesso que está a alcançar – começam a causar mossa do lado espanhol. “Muitos espanhóis estão incomodados. Não se sentem representados por um monumento que é português e cujo estilo é único e não é espanhol”, garante.


A construção da igreja foi impulsionada pelo bispo de Ceuta, Henrique de Coimbra – companheiro de Pedro Álvares Cabral e que celebrou a primeira missa no Brasil em 1500. O túmulo do bispo está, aliás, dentro do templo, bem como os da família de Vasco da Gama. Depois de construída por D. Manuel I, a igreja tornou-se na sede do bispado de Ceuta e, mais tarde, já no início do século XVIII, fez parte de um convento e hospital franciscanos – onde chegaram a viver 25 religiosos. O templo manuelino é o segundo mais representativo do estilo a seguir ao Mosteiro dos Jerónimos e destaca-se também pela azulejaria e talha dourada.
* não pode ser analisado diferentemente, ou seja, a escolha permitiu aos espanhóis conhecerem (e reconhecerem) uma obra de arte portuguesa, dar um novo impulso ao debate sobre a questão de Olivença, ao mesmo tempo que fazem um elogio público e nacional à cultura e "intelectualidade" portuguesa? Aliás não nos esqueçamos que Espanha tratou melhor o Nobel português, José Saramago, que Portugal, e Maria João Pires - a grande pianista (ainda #) portuguesa -  decidiu abandonar Portugal para se instalar no Brasil.

# MJP chegou a equacionar renunciar à nacionalidade portuguesa para ter a nacionalidade brasileira mas tanto quanto sei não concretizou essa situação.

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