Cadilhe propõe imposto de 4% sobre riqueza líquida

Miguel Cadilhe deixou esta terça-feira a sua proposta na conferência “Um ano do programa de assistência financeira – balanço e perspectivas”, organizada pela Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, que está hoje a decorrer na Assembleia da República.

O imposto em causa consistiria num “tributo solidário”, ou seja, uma medida que vigoraria apenas num ano, de forma extraordinária. Em causa estaria a cobrança de uma taxa de 4% sobre a riqueza líquida, que seria usada para amortização directa da dívida pública. Segundo Miguel Cadilhe, este imposto permitiria amortizar dívida pública num montante entre 10 a 15 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB).

O ex-ministro das Finanças no Governo de Cavaco Silva diz também que continua “expectante há muitos meses” em relação aos cortes estruturantes do lado da despesa pública. Miguel Cadilhe recorda que o corte dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos e pensionistas foi anunciado como temporário e que, por isso, não é uma redução estruturante da despesa. “Salvo se [os cortes dos subsídios] forem definitivos”, salvaguarda.

Estou à espera de medidas estruturantes às quais se tire o chapéu pela coragem”, afirmou.

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