Do golpe militar
Os apelos de Otelo a um golpe militar já não são risíveis. Quando as pessoas começam a sentir que já têm muito pouco a perder este tipo de apelos encontram uma base de sustentação.
O que me parece é que o Otelo não possui eticamente perfil para fazer um apelo destes sem que não reajamos "lá está o ancião com os seus desabafos".
É verdade que só muito poucos nos demos conta do Brutal Saque levado a cabo pelo corrupto José ex-pm. O Otelo deveria ter sido um daqueles a dar-se conta e ter denunciado contundentemente o que estava a acontecer apelando ao tal golpe militar. Não o fez, tendo-se limitado ao anedotário que conhecemos. Nem os outros "militares de Abril", que assistiram serenos e tranquilos ao Criminoso Saque. Foram muito muito politicamente correctos... Agora o governo diz que herdou um país falido e delapidado e todos sabemos que é verdade. Claro que o episódio da demissão do secretário de Estado, vencido pela EDP, criou um certo campo para este tipo de acção. No entanto parece-me que isso não não se coloca e passo a explicar:
Se acontecer um golpe militar que derrube um governo eleito na UE o país correrá o risco de ser expulso da UE e ser "fechada a torneira" a toda a ajuda exterior, incluindo a que vem do FMI: seria a guerra civil total e caótica que só poderia resultar numa intervenção exterior. No actual contexto Portugal é indiscutivelmente uma parte logística vital não só da UE como do chamado "ocidente". A "neutralidade" salazarista durante a segunda guerra mundial, no tempo dos desembarques nas praias e da guerra convencional, agora seria liminarmente impensável. Portugal TEM de logística e militarmente estar sob controlo do "ocidente". O que aconteceria seria o "ocidente" dar luz verde ao exército espanhol, que é o que está "mais à mão", para ocupar o território português. Sendo assim Portugal nunca mais voltaria a ver a independência, atraindo a inimizade de todos os povos peninsulares que por ela lutam devido ao facto de ter sido um Estado Falhado que o poder central ibérico não se cansaria de apontar como exemplo. Aliás seria utilizado como argumento (reconhecidamente de peso) para justificar a repressão de futuros movimentos de restauração da independência. Simultaneamente fechava-se a porta para o eventual julgamento com pedido de extradição dos culpados pelo estado em que o lugar se encontra, que, imagine-se o absurdo dos absurdos, poderiam ser considerados refugiados políticos noutros países! Isso seria um tremendo escândalo e uma brutal aberração, mas a verdade é que nenhum país no mundo - exceptuando as ditaduras e os Estados Mafiosos que o José tanto apreciava e visitava (e que por isso mesmo também não o mandariam de volta) - iria aceitar expatriar um José ex-pm ou um José ex-secretário de Estado (que deram "à sola" antecipadamente "não fosse a coisa dar para o torto") para um país sob um regime militar que derrubou um governo eleito, e esse julgamento seria pouco ou nada prioritário para um futuro poder central sediado em Madrid, mais que não seja porque o corrupto José e seus seguidores eram "iberistas"!
O aviso do Otelo deve ser levado em conta mas evidentemente que as FA's nada farão. Nada farão porque se o fizerem sem antes consultarem a "sociedade civil" - e não me refiro aos "senadores" e aos outros escroques que assistiram impávidos e serenos ao Brutal e Criminoso Saque - arriscam-se a verem apelos generalizados para uma intervenção exterior que acabará por acontecer. O topo das FA's sabe disso e acredito que a "base" não vai arriscar um golpe que não terá o aval do "topo" e que vai ser rapidamente esmagado por um exército que não falará português.
Quanto ao Governo... bem... o Governo deve perceber que nem os golpes militares são coisas do passado nem, em caso de golpe militar, iria ser apoiado consistentemente a partir da Europa. Na Europa iria seguramente circular informação sobre o real estado do lugar mas a "esquerda", especialista em criar "ruído", iria atribuir as culpas do golpe ao actual governo tentando fazer esquecer os crimes do anterior. Por isso o governo tem de ser implacável com as Máfias económicas que conquistaram um poder descomunal durante o reinado do estudante em CiencePo e tem de forçar a Justiça a avançar com processos judiciais que resultem em pedidos de extradição dos corruptos criminosos que "deram à sola". O Governo tem de mostrar que não cede um milimetro que seja aos lobbys que têm dominado este país e vergonhosamente chulam e escravizam os contribuintes. Só assim o governo eliminará a base que pode levar a que os apelos do ancião Otelo possam criar alguma "turbulência".
A justiça não pode perder tempo a processar Otelo: ele é livre de manifestar a sua opinião. Para isso fez o 25 de Abril. De resto não há nada que não seja discutível e que esteja definitivamente fora do "baralho", sobretudo quando se assiste ao escândalo das PPP e outras formas de Grande, Consistente e Brutal Roubo dos contribuintes. A justiça tem é de se ocupar com os processos contra os corruptos que arruinaram o país: processos sólidos e bem sustentados que levem à detenção dos criminosos com arresto dos seus bens e do dinheiro que colocaram nas off-shores.
Mas se nada acontecer e se tudo continuar na mesma com rostos diferentes, não é preciso ser-se o Medina Carreira para se compreender que "alguma coisa" tem de acontecer...
O que me parece é que o Otelo não possui eticamente perfil para fazer um apelo destes sem que não reajamos "lá está o ancião com os seus desabafos".
É verdade que só muito poucos nos demos conta do Brutal Saque levado a cabo pelo corrupto José ex-pm. O Otelo deveria ter sido um daqueles a dar-se conta e ter denunciado contundentemente o que estava a acontecer apelando ao tal golpe militar. Não o fez, tendo-se limitado ao anedotário que conhecemos. Nem os outros "militares de Abril", que assistiram serenos e tranquilos ao Criminoso Saque. Foram muito muito politicamente correctos... Agora o governo diz que herdou um país falido e delapidado e todos sabemos que é verdade. Claro que o episódio da demissão do secretário de Estado, vencido pela EDP, criou um certo campo para este tipo de acção. No entanto parece-me que isso não não se coloca e passo a explicar:
Se acontecer um golpe militar que derrube um governo eleito na UE o país correrá o risco de ser expulso da UE e ser "fechada a torneira" a toda a ajuda exterior, incluindo a que vem do FMI: seria a guerra civil total e caótica que só poderia resultar numa intervenção exterior. No actual contexto Portugal é indiscutivelmente uma parte logística vital não só da UE como do chamado "ocidente". A "neutralidade" salazarista durante a segunda guerra mundial, no tempo dos desembarques nas praias e da guerra convencional, agora seria liminarmente impensável. Portugal TEM de logística e militarmente estar sob controlo do "ocidente". O que aconteceria seria o "ocidente" dar luz verde ao exército espanhol, que é o que está "mais à mão", para ocupar o território português. Sendo assim Portugal nunca mais voltaria a ver a independência, atraindo a inimizade de todos os povos peninsulares que por ela lutam devido ao facto de ter sido um Estado Falhado que o poder central ibérico não se cansaria de apontar como exemplo. Aliás seria utilizado como argumento (reconhecidamente de peso) para justificar a repressão de futuros movimentos de restauração da independência. Simultaneamente fechava-se a porta para o eventual julgamento com pedido de extradição dos culpados pelo estado em que o lugar se encontra, que, imagine-se o absurdo dos absurdos, poderiam ser considerados refugiados políticos noutros países! Isso seria um tremendo escândalo e uma brutal aberração, mas a verdade é que nenhum país no mundo - exceptuando as ditaduras e os Estados Mafiosos que o José tanto apreciava e visitava (e que por isso mesmo também não o mandariam de volta) - iria aceitar expatriar um José ex-pm ou um José ex-secretário de Estado (que deram "à sola" antecipadamente "não fosse a coisa dar para o torto") para um país sob um regime militar que derrubou um governo eleito, e esse julgamento seria pouco ou nada prioritário para um futuro poder central sediado em Madrid, mais que não seja porque o corrupto José e seus seguidores eram "iberistas"!
O aviso do Otelo deve ser levado em conta mas evidentemente que as FA's nada farão. Nada farão porque se o fizerem sem antes consultarem a "sociedade civil" - e não me refiro aos "senadores" e aos outros escroques que assistiram impávidos e serenos ao Brutal e Criminoso Saque - arriscam-se a verem apelos generalizados para uma intervenção exterior que acabará por acontecer. O topo das FA's sabe disso e acredito que a "base" não vai arriscar um golpe que não terá o aval do "topo" e que vai ser rapidamente esmagado por um exército que não falará português.
Quanto ao Governo... bem... o Governo deve perceber que nem os golpes militares são coisas do passado nem, em caso de golpe militar, iria ser apoiado consistentemente a partir da Europa. Na Europa iria seguramente circular informação sobre o real estado do lugar mas a "esquerda", especialista em criar "ruído", iria atribuir as culpas do golpe ao actual governo tentando fazer esquecer os crimes do anterior. Por isso o governo tem de ser implacável com as Máfias económicas que conquistaram um poder descomunal durante o reinado do estudante em CiencePo e tem de forçar a Justiça a avançar com processos judiciais que resultem em pedidos de extradição dos corruptos criminosos que "deram à sola". O Governo tem de mostrar que não cede um milimetro que seja aos lobbys que têm dominado este país e vergonhosamente chulam e escravizam os contribuintes. Só assim o governo eliminará a base que pode levar a que os apelos do ancião Otelo possam criar alguma "turbulência".
A justiça não pode perder tempo a processar Otelo: ele é livre de manifestar a sua opinião. Para isso fez o 25 de Abril. De resto não há nada que não seja discutível e que esteja definitivamente fora do "baralho", sobretudo quando se assiste ao escândalo das PPP e outras formas de Grande, Consistente e Brutal Roubo dos contribuintes. A justiça tem é de se ocupar com os processos contra os corruptos que arruinaram o país: processos sólidos e bem sustentados que levem à detenção dos criminosos com arresto dos seus bens e do dinheiro que colocaram nas off-shores.
Mas se nada acontecer e se tudo continuar na mesma com rostos diferentes, não é preciso ser-se o Medina Carreira para se compreender que "alguma coisa" tem de acontecer...

