A psicose de Hitler

O mais extraordinário é pensar-se como um psicótico delirante pôde arrastar a Alemanha nos seus delírios, conquistar a Europa - com muitos seguidores em todo o lado - e mandar para as câmaras de gáz seis milhões de pessoas.


"Esse passeios terminavam mal. Inspirado pela natureza, o teu pai fazia discursos que eu não percebia", terá dito Charllote ao filho. "Não falava em francês, apenas resmungava em alemão, para uma audiência imaginária", contou a mãe de Jean-Marie Loret. jn.pt


"Também pela veia artística de Hitler, um pintor reconhecido," - também aqui se podem encontrar elementos clínicos pois sabe-se que Hitler tentou por duas vezes entrar para a Academia de Belas Artes de Viena e foi rejeitado por um júri constituído maioritariamente por judeus. Aqui reside em meu entender o essencial da questão: compreender-se como uma "mera" frustração pessoal pode levar ao desencadear das mais inimagináveis atrocidades, quando essa frustração é associada a uma personalidade psicótica.

É possível até que os judeus, que se auto-consideram os "eleitos", estivessem a guardar as vagas para outros artistas judeus pois este género de coisas acontece frequentemente nas artes "plásticas" com todo o género de seitas, grupos, famílias estéticas, "famílias-famílias" e opções sexuais. Uma pessoa "normal" nunca desencadearia uma guerra nem criaria uma teoria para eliminar os judeus, mas tentaria afirmar-se como artista apesar da rejeição e assumiria uma atitude denunciadora da "máfia artística" de que, hipoteticamente no caso de Hitler, foi vítima.

Mas o outro lado da "lição" é que as sociedades que funcionam na base de seitas e "grupos obscuros" estão a criar o germe de novas atrocidades, que muita gente acabará por considerar justificadas dado que serão vistas como uma reacção à actividade perniciosa dessas seitas ou "grupos obscuros".

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