O futuro de Portugal é o declínio


O presidente do Parlamento Europeu, o alemão Martin Schulz, criticou o facto de Portugal estar a pedir investimentos angolanos, considerando que, assim, “o futuro de Portugal é o declínio”.

Num debate sobre o papel dos parlamentos na UE realizado a 1 de Fevereiro na Biblioteca Solvay, em Bruxelas – e depois difundido no canal de televisão alemão Phoenix do último domingo –, Martin Schulz referiu-se à visita-relâmpago que o primeiro-ministro português fez a Angola em Novembro, em que este admitiu ir à procura de capital angolano para as privatizações em curso.

“Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”.  publico.pt


Nota: mas não era o José Saramago quem dizia isto? *


* Numa entrevista ao La Vanguardia (Barcelona) José Saramago afirmou: "Portugal entrou num processo de decadência irreversível". Entrevista que foi simplesmente "riscada", ou muito provavelmente nunca foi colocada online. É que para os catalães não convém muito concluir que  Portugal (para eles o exemplo de independência face a Espanha, apesar que uma coisa nada tem a ver com a outra) resultou num caso falhado. Por sua vez os portugueses "media" apagaram da internet as referências e citações que reproduziram daquela entrevista. Aqui está uma leitura "soft" das palavras de Saramago, ou que remete para afirmações anteriores à referida entrevista, onde Saramago punha um "pode" e não aplicava o "irreversível".


Pior que a Grécia
 
A actividade económica em Portugal deverá continuar a cair nos próximos meses, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, ao contrário da Irlanda e mesmo da Grécia.

Os indicadores compósitos divulgados, esta segunda-feira, - que apontam a tendência de crescimento ou queda a acontecer num período em média à volta de seis meses (entre 4 a 8 meses) - relativos a Portugal voltaram a cair em Dezembro, aprofundando a perspectiva de contracção para o futuro próximo.

Estes indicadores, nos dados relativos a Portugal, estão a diminuir desde Janeiro de 2011 completando já um ano de queda.

No entanto, os dados relativos à Irlanda e mesmo à Grécia dão conta de um ponto de retoma gradual em sentido inverso ao que acontece com Portugal.

Os indicadores compósitos avançados relativos à Irlanda estão a melhorar há três meses e já se encontram acima da média de longo prazo, enquanto na Grécia a melhoria tem-se verificado consecutivamente nos últimos seis meses. jn.pt -13 fev 2012

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