Supremas necessidades

O ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich, defendeu a saída da Grécia da zona euro, alegando que o país conseguiria assim retomar mais facilmente a sua competitividade.
foto STEFAN SAUER/AFP
Ministro alemão sugere incentivos para "ajudar" a Grécia a sair da zona euro
Merkel com o presidente do Eurogrupo

"Não digo excluir a Grécia" da zona euro, mas sim "criar incentivos para uma saída que não possam ser recusados", afirmou Hans-Peter Friedrich numa entrevista ao semanário "Der Spiegel". jn.pt

Grécia piora projeções do défice de 5,4% para 6,7% (jn.pt)

Nota: A Grécia vai evidentemente ter de sair do Euro. Portugal tem de provar que merece ficar, porque será o próximo a estar encostado à saída. A primeira prova terá de ser conseguir uma acusação consistente dos corruptos criminosos que nos conduziram a esta situação. Esta necessidade de provar que a corrupção em Portugal será estancada - que passa pelo julgamento e condenação dos corruptos que faliram o país - ultrapassa as "badalhoquices" habituais do sistema de "justiça" português: trata-se do supremo bem comum do Estado e dos cidadãos que está em causa e o único poder eleito tem de impôr - sem concessões - a satisfação desta necessidade. Para isso teve a legitimidade do voto, a única que conta no sistema democrático. O governo deve saber que uma saída de Portugal do Euro não é sequer formulável. Por isso deve mudar tudo o que seja necessário mudar, fazer tudo o que tiver de ser feito, para que Portugal mereça continuar na "eurozona" como membro de pleno direito. Os "lobbys" e outros grupos obscuros "para-mafiosos" sabem muito bem que Portugal é território da Eurozona e que esta nunca permitirá qualquer "desmando" que perverta a democracia. O governo também sabe disso e nesse aspecto deve sentir-se protegido. Os cidadãos e os funcionários públicos (refiro-me aos fp's "normais", não aos "assessores", "consultores" e outros "especialistas" e responsáveis de topo, nem aos gestores e administradores das EP's e dos IP's) já pagaram a sua parte nos sacrifícios. Agora o Governo tem de impôr sacrifícios aos outros e fazer com que os corruptos que destruiram a economia do país sejam condenados e detidos e os seus bens arrestados.

 

"é um país difícil de explicar"


O economista Paul Krugman vê Portugal como o país mais difuso do euro, duvida que consiga pagar a sua dívida e afirma que os salários dos portugueses têm de cair até 30% face à Alemanha. jn.pt

Nota: Portugal é um país que só é "europeu" porque se encontra geograficamente na Europa, mas o "bom povo português" é essencialmente um povo tribal e retrógrado (logo corrupto por "natureza" *), como os gregos (com a diferença que os gregos estão nos balcâs - por isso não admira se forem "tribais" e "retrógrados" - e Portugal está no "ocidente" -> um "ocidente" tribal, atrasado e periférico a que os indígenas tentam escapar, desde sempre tentaram, fosse a "salto" de cavalo ou de burro -> a tenebrosa "ibéria"), "élites" (principalmente as portuguesas "élites") incluídas.

* porquê por "natureza"?! Porque para os povos "tribais" não só é natural favorecerem os "seus" (família restrita ou alargada, grupo de amigos, associações, partidos políticos, "seitas", clubes...), como tal é expectável e implicitamente obrigatório. Por isso os povos "tribais" têm de ser muito mais controlados que os povos "normais", quando se trata de distribuir e partilhar bens comuns. Os portugueses não confiam uns nos outros fora dos seus círculos restritos e têm boas razões para não confiar. Só que isso inviabiliza Portugal como como Nação... Trata-se de uma "pescadinha de rabo na boca"! De imediato, a única forma de tentar quebrar este "circuito da decadência" seria o governo (para além de se tornar ele próprio num modelo de transparência - sendo isto vital para a própria continuidade do país como Estado com alguma soberania) - via justiça (o importante na justiça portuguesa, no momento presente, não é ela dizer que é independente quando todos sabemos que é manipulada por interesses "obscuros" e somente quem pode pagar a bons advogados é que nela confia: o importante é que neste momento consiga funcionar ao ponto de condenar os responsáveis pela quase falência do país como Estado, que é o mínimo dos mínimos que dela se pode esperar actualmente) - julgar, "caçar" e condenar os que conduziram o país à falência com as agruras que isso está a significar para a "classe média" e para os mais desfavorecidos. Sem isto nem vale a pena pensar em desfazer-se a "pescadinha de rabo na boca", porque tal nunca - nunca! - há-de acontecer.

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