Férias e um telemóvel

O presidente alemão, Christian Wulff, anunciou a demissão do cargo. O Ministério Público de Hannover, no norte da Alemanha, pediu na quinta-feira o levantamento da imunidade do presidente, suspeito de ter aceitado umas férias pagas e usado indevidamente um telemóvel gratuito. jn.pt


Isto é de rir quando comparado com aquilo que fazem (impunemente) os corruptos dos políticos portugueses que conduziram o país à falência via "negociatas de Estado", que em qualquer lugar minimamente decente lhes teria valido muitos anos de prisão e arresto de todos os bens pessoais. Por isso a única solução digna desse nome para o "caso português" passa por uma perca de soberania "suficiente e necessária" que liberte Portugal das mãos dos políticos portugueses.


E a justiça portuguesa, que é "aquilo" que sustenta a impunidade dos políticos, dos "grandes administradores" e empresários corruptos? "Consta" que a justiça portuguesa é dominada por pelo menos uma "sociedade secreta", para-mafiosa, como todas as sociedades obscuras. Uma justiça que desde há muito demonstra não ser imparcial e existir principalmente para proteger os grandes corruptos - que mesmo quando são acusados escapam sempre - constituiu-se no maior entrave a qualquer mudança séria no país. O criador (os políticos) perderam o control da criatura (o sistema de justiça). Agora resta, ou a imposição exterior de uma avaliação externa independente, com consequências para os magistrados que têm andado a proteger os corruptos e a afundar o país, ou uma ditadura que simplesmente desmantele o actual sistema de justiça substituindo-o por um mais compreensível e lógico, onde os magistrados possam ser despedidos e imediatamente substituídos quando cometam erros graves. Este último aspecto seria normalmente levado a cabo pelo sistema democrático, mas, como o "sistema democrático" português - que não é uma democracia real - está  dominado por mafias várias e variadas, a solução tem de vir do exterior, sob o perigo de um dia acontecer uma ditadura em pleno "espaço europeu", que poderia ser eliminada imediatamente pelo exterior - aí sim, o "exterior" iria (talvez) "mexer-se" - mas que abriria um precedente tenebroso para a própria Europa.


Porque a "terceira via" (Tunísia, Egipto, Líbia, Síria...) está fora de questão: os portugueses espancam as mulheres e maltratam os idosos mas são totalmente desprovidos de coragem para pegar em armas contra aqueles que os exploram e os enganam. No fundo, no fundo, se pudessem até fariam o mesmo...  Promover uma guerra civíl para substituir portugueses por outros portugueses seria um acto desastroso e radicalmente falhado.

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