Da perversidade *

O perverso mente como forma de manipular as pessoas, "coisificá-las". Mentir ou falar verdade tem exactamente o mesmo valor para o perverso. Manipular @s outr@s para @s colocar ao serviço do seu "gozo" - utilizando uma terminologia lacaniana - constitui a verdadeira "essência" do sujeito perverso, aliás, a sua única "essência".

O perverso é sempre "esperto", frequentemente inteligente e algumas vezes muito inteligente. O "grande perverso" ** é aquilo que vulgarmente se designa por "psicopata": um sujeito capaz de cometer quaisquer atrocidades para alimentar o seu peculiar "gozo" (na plena aceção lacaniana de gozo), que pode assumir formas diferentes. O perverso adapta-se a todas ideologias procurando tirar proveito delas a favor do seu "gozo", que é a única "coisa" que possui "realidade" para ele. É importante compreender-se isto para se perceber que o funcionamento dos perversos contradiz liminarmente a "teoria" de que todo o ser é recuperável (nem sequer é "teoria" pois quem tal proclama fá-lo como sendo uma tautologia,sem apresentar estatísticas e estudos consistentes, logo não passa de uma proclamação de "psudo-ciência" e pseudo-humanismo, pois as vítimas desses criminosos são insultadas com este tipo de proclamação).

O perverso transforma os outros em utensílios, pois os outros mais não são que objetos que ele pretende dispôr e manusear de acordo com alguma espécie de rituais que preenchem o seu "gozo", dando uma certa áurea "metafísica" ao sacrifício, mais ou menos ritualizado, a que ele, podendo, submete os outros, sentindo-se uma espécie de deus ou demónio, dotado de poderes irrestritos sobre os outros. Aqui não podemos deixar de pensar em Heidegger e na ideia da "utensibilidade" dos seres individuais atirados(geworfen)para o mundo, assumindo-se o perverso como o deus desse mundo, aquele que decide a existência daqueles que lhe caem nas mãos. Isto não é só típico do assassino em série, que é o estado mais "avançado" do grande perverso, que face à impossibilidade prática de dispôr irrestritamente das pessoas decide pelo sua morte. Basta olhar-se para os que matam "por ciúmes": só decidiram pelo assassinato quando deixaram de conseguir manipular totalmente as suas vítimas, nomeadamente quando estas começaram a questionar essa manipulação, a escravatura, a que estavam sujeitas. Quem mata "por ciúmes" está na linha direta do assassino em série e o seu arrependimento é sempre falso e manipulador da sociedade, da justiça e dos próprios "especialistas", psiquiatras, psicólogos e psicanalistas, ainda que estes últimos sejam mais dificilmente manipuláveis pelo perverso já que a psicanálise lhe nega o estatuto de "caso clínico": um perverso não é um "doente", um perverso é um criminoso em ato ou em potência, que não é recuperável.

Bourdieu acusou Heidegger de reduzir os "entes" a meros utensílios do processo do "desvelamento do Ser", que na história do seu tempo correspondeu ao advento do nazismo que Heidegger apoiou, mantendo uma pose pretensamente "neutra" e "distanciada". No entanto seria estupidez equacionar-se que Heidegger pudesse ser colocado ao mesmo nível do vulgar perverso (coisa que Bourdieu evidentemente não faz já que equaciona a sua crítica em termos da interpretação contextual e histórica dos conceitos Heideggerianos): Heidegger tinha ideologia (tal como se deduz da crítica de Bourdieu, em "O que falar quer dizer", brilhante mas que não partilho, pois não me parece que o "Ser e o Tempo" tenha sido escrito deliberadamente como suporte filosófico do nazismo); o seu pensamento constituiu-se numa "ideologia", numa "ontologia". [É curioso, muito curioso mesmo, que ninguém tenha teorizado o facto de Satre ter sido complacente com a última fase da colonização francesa da Algéria, que terá sido uma cumplicidade criminosa devido a todo o aparato militar altamente repressivo que implicou.] 

O perverso é desprovido quer de "ideologia" quer de "crença", servindo-se delas unicamente para manipular os outros. O perverso está "animalescamente" "agarrado" à satisfação do seu "gozo" e tudo o que vê ou sente é previamente determinado por tal. A consequência lógica é que o sujeito perverso não pode ser considerado um "ser humano", mesmo à luz da "Carta sobre o Humanismo", em que Heidegger demonstra que a atrocidade faz parte da "humanidade do homem". O perverso é literalmente dominado pelo exercício do seu "gozo", sendo desprovido de tudo o que caracteriza os "humanos", nomeadamente daquilo que designamos por "personalidade", já que para ele, na realidade, nada existe para além da satisfação da sua perversão. O perverso é dominado pela "compulsão" à satisfação do seu gozo. Só tem isto, nada mais. Tudo o resto, por mais intrincado que seja o seu discurso, está literalmente subordinado por e a esta compulsão. O perverso é um "robot", "programado" pela compulsão à satisfação do seu gozo. Por isso os perversos não são "seres humanos", ainda que totalmente conscientes do dano que causam aos out@s, já que o "gozo" do perverso assenta precisamente na "coisificacão" d@ outr@. Se há povos "estruturalmente perversos" estaremos a falar de um povo de monstros.

* deve-se distinguir entre perversão e perversidade, que corresponde em certa medida à distinção entre pervertido e perverso. O pervertido manifesta um desvio ao comportamento sexual que hipoteticamente pode não ser dominado pela perversidade. O perverso não manifesta uma unicidade de comportamento sexual, uma vez que o seu comportamento varia de acordo com a sua vontade "estrutural" de transformar os outros em meros objectos do seu "gozo". Jacques Lacan introduz o conceito de "estrutura psíquica", defendendo que o comportamento sexual do pervertido corresponde à sua "estrutura psíquica" e logo deve ser aceite e considerado "normal", ainda que não explique que "estrutura psíquica" possui o gay "activo", já que, segundo Lacan, o "passivo" possui uma "estrutura psíquica" feminina. A teoria lacaniana, para além da "falha" de não explicar o gay "ativo", ignora a forte psicopatia presente nos gays, que simplesmente não compreendem, ou se compreendem não aceitam, o que ainda é mais grave, que parte substancial dos homens nem é gay, nem virá a ser gay. No fundo os homossexuais revelam uma "estrutura psíquica" psicopata já que pretendem impôr a sua perversão a todos os homens e, se pudessem, impunham-na à força e eliminavam aqueles que resistissem a essa imposição. O mesmo em relação ás lésbicas, que, essas sim, possuem uma "estrutura psíquica" obcessivo-compulsiva, típica dos homens.



Separar o perverso do "grande perverso", pode ser mais do que um simples exercício de estilo: trata-se de separar o "chico-esperto", oportunista e manipulador, do carniceiro que disfruta o "gozo" de exercer o poder da vida e da morte sobre as suas vítimas, assim como o pedófilo que "coisifica" vítimas "coisificáveis", porque indefesas ou impreparadas para repelirem o grande perverso. A psicose delirante, por vezes toldada de histeria, faz parte da patologia geral dos gays. No entanto há diferenças, que não sei se serão estruturais ou tangenciais, em relação ao "psicopata". Muitos "psicopatas" aparentam "rasgos" psicóticos, mas, com os "psicopatas", nunca se sabe se a patologia é genuína ou encenada. O "psicopata" - o grande perverso - pode iludir alguns "especialistas" e quando lhe convém fazer-se passar por "caso clínico".



No fundo Freud achava que o homossexual é um perverso. Já Lacan deu um contributo relevante para a "normalização" da homossexualidade através da invenção do conceito de "estrutura psíquica". Mas o que é a "estrutura psíquica"? Basicamente é a estrutura do "gozo". No entanto não estou a ver claramente a questão da suposta "estrutura psíquica" feminina dos homossexuais. Uns tê-la-ão seguramente, mas esses não se contentarão em ser gays e procedem à mudança de sexo. Mas continua sem explicação o caso dos gays "activos". E continua sem explicação porque nem os "passivos" nem os "ativos" têm uma "estrutura psiquica" feminina. Lacan em 1968 navegou as "modas", criando uma "teoria" sem o mínimo de consistência, no que toca à homossexualidade, só para dizer implicitamente "estão a ver? Sou eu quem "instituiu", na psicanálise", a "normalidade" dos homossexuais. 

Obviamente que os gays homens não têm uma "estrutura psíquica" feminina, apresentando um quadro patológico tipicamente masculino, como a obsessão compulsiva, a rigidez na gestão das situações afectivas, o delírio psicótico (nomeadamente de que todos os homens são gays, porque, mesmo em países disfuncionais como Portugal, há homens que não o são) de generalização, que, na realidade, corresponde a uma vontade de imposição totalitária,de domínio literal d@s outr@s, típica dos psicopatas ("todos os homens são gays, ou disfarçam, ou fazem "jogos", ou hão-de sê-lo").

Lacan explicou, e bem, que a mulher - porque a mãe também é a figura primordial para ela - possui uma maior flexibilidade afectiva, dado que uma relação com a mãe nunca se colocou porque é instintivamente percebida como "anti-natura". A relação com o pai existe mas é desprovida de "carácter estrutural". Portanto, a "personalidade" obsessiva é característica da estrutura psíquica masculina. Nos gays homensempiricamente, podemos observar que existe frequentemente uma patologia obsessiva que não é episódica mas estrutural, o que de algum modo contraria a tese lacaniana da existência de uma alegada "estrutura psíquica" feminina (segundo Lacan, no caso dos homossexuais "passivos")

[aconselho vivamente a leitura deste ensaio que coloca em confronto diferentes teorias que se reclamam da psicanálise, onde são referidos os conceitos lacanianos que podem levar sustentar a "normalidade" da "opção" homossexual ("não há relação sexual" é seguramente o mais central, não pelo conceito em si, mas pelo que Lacan nos quer dizer com essa "tautologia", sendo que o conceito do objeto "a" não conduz nesse sentido na medida em que o "objeto a" sendo um "lugar vazio", tanto pode ser preenchido com uma relação homossexual como com uma relação zoófila (e aí tod@s brandariam "perversão"!), uma vez que o conceito de "natural" não é considerado "válido" pelas várias escolas psicanalíticas. Como imagino que não estaremos para "branquear" isso, também não podemos "branquear" a relação homossexual: tratam-se ambas de perversões e a procura do "grande prazer", seja como seja, é em si mesmo um "impulso" perverso, fundado numa estrutura psíquica psicótica e obssessiva, que conduz sempre à "coisificação" do "outro", já que o "outro" não passa de um utensílio do perverso na busca do seu "grande gozo")]



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No Portugal atual assiste-se a uma generalização tanto das práticas perversas como das atitudes investidas de perversidade. Virtualmente, o objetivo último dos gays é um mundo de "homens com homens" e "mulheres com mulheres". Desde sempre, por interesse próprio inerente à sua condição estrutural, tentaram destruir a relação homem-mulher. Atualmente, de formas ainda mais impregnadas de perversidade, fazem-o sistematica e metodicamente, tentando isolar e ridicularizar o sujeito hetererossexual, apresentando-o como "limitado", interferindo mais ou menos intrusivamente nos relacionamentos entre os sexos opostos, tirando amplo partido de situações de fragilidade das pessoas e/ou das relações e muito especialmente das culturas onde a estruturação das sociedades se funda na relação família alargada, onde as jovens adultas são desprovidas de verdadeira autonomia, como são as sociedades do sul da Europa. Umas mais que outras. [no sentido de se perceberem as "especialidades" portuguesas, ou uma leitura interessante dessas "especificidades", leia-se "Os filhos da mãe", obra (no entanto a Maria Belo, que ali desenvolve claramente um trabalho de etnologia, não deveria ignorar Ruth Benedict que, em Padrões de Cultura, obra que constitiui um "marco" na história da antropologia, argue que o Complexo de Édipo não existe em pelo menos um modelo cultural que ela investigou, logo, deduz-se, não se trata de um "padrão" universal) da minha ex-professora e ex-psicanalista, Maria Belo, que seguramente não subscreveria o que defendo neste "post" e na generalidade dos outros (não poderei referir como tão relevante a obra do meu ex-professor José Gil, "Portugal, Hoje — O Medo de Existir", obra que assumo não ter lido integralmente por entender que a "inveja" e outras "categorias", que ele costumava "elaborar", não podem ser causas mas sintomas de algo mais estrutural e estruturante)]. Mas a situação é tanto mais grave devido ao aproveitamento que os broncos entre os broncos fazem do politicamente correto. Descendentes daqueles que antes violavam as mulas e as ovelhas, agora têm um sentimento de impunidade a martelar-lhes o cérebro condicionado unicamente pelas suas compulsões perversas e criminosas, e, por exemplo, na "cidade universitária mais antiga de Portugal", Coimbra, ouvem-se histórias de violações, tanto de raparigas como rapazes, praticadas por esses monstros (li isso, há anos, num jornal que alertava para as pessoas terem cuidado, especialmente durante as festas académicas). Também, pelo que vi, parece a prática da homossexualidade estar generalizada, nessa "cidade universitária mais antiga", onde alguns "mestres" não deixarão de tirar vantagem da comparação da relação discípulo/mestre na antiga Grécia, que era uma sociedade absurda e disfuncional, onde a alegada democracia era baseada na escravatura e na misoginia radical, só podendo ser designada como "democracia", ou "berço da democracia", por lapso, ou chacota. Não me vou referir à filosofia da antiga Grécia pois teria de fazer uma comparação sistemática com as filosofias orientais da época, para demonstrar que a filosofia grega é vácua e superficial, só podendo concordar com Nietsche, assim como muito bem compreendo Nietsche quando ele, na teoria do "super-homem", refere que a força da mediocridade pode anular a capacidade e a transcendência do "super-homem". Posteriormente Almada Negreiros proclamou que Portugal é um país especializado em transformar génios em gente mediocre. E, neste aspeto, todos os "seres pensantes" parecem estar de acordo

Portugal é o paradigma da ligação freudiana do ciúme (com liquidação do "objeto"#) à homossexualidade, apesar que não me parece que a ligação seja como Freud a concebeu pois o caso português só pode ser entendido à luz da expansão da estrutura psíquica do perverso, não somente a todos os aspectos da sua existência mas também aos limites da própria perversidade, que, por inerência a si própria e ao seu caráter totalitário, não aceita limites. A "natureza" do perverso é "coisificar" @s @utros. Mas uma coisificação com indexação de propriedade: o preverso considera-se um ser especial, proprietário d@s outr@s. De facto é um "ser especial", na medida em que é o paradigma do "verme" que não é, de todo, recuperável.

# a liquidação do "outro" que "roubou" o "objeto", também remete para a "coisificação", para a negação da condição de "ser pensante", que fez uma opção, daquela que o criminoso considera um objeto seu. Mas o legislador português não aprende ou deliberadamente não quer aprender, e a justiça à portuguesa é aquela que pelo menos num caso proclamou o ciúme como motivo "razoável" (para a violência contra uma mulher) e outras inenerráveis barbaridades.

[Um exemplo, verdadeiramente abjeto, do domínio absoluto que uma estrutura perversa exerce sobre todos os aspectos do sujeito é o caso conhecido como "a máfia de Braga", em que são grandes perversos na totalidade da sua existência, divertindo-se a comentar os assassinatos brutais que cometeram, ao mesmo tempo que faziam juras de paixão panasca(outro exemplo da  radical psicopatia "panasca", é quando, na "equação", o "casal" de gays brasileiros, coloca logo o assassinato do "gayzola" português - puros psicopatas). Se um dia a UE colapsar e os brasileiros - e outros - que entraram no espaço europeu através de Portugal, forem para aí "recambiados", tal como os tratados assinados por Portugal ditam, pode gerar-se um caos que conduza a um regime ditatorial-militar, até  eles serem recambiados de novo para os seus países de origem, pois os "direitos" por eles entretanto adquiridos, como a nacionalidade, podem, numa situação de estado de emergência, ser revertidos. Essa altura poderá ser aproveitada para libertar o país dos psicopatas, pedófilos, agressores e outros criminosos].

Nos países cultural e civilizacionalmente atrasados, os gays (e as lésbicas) servem-se ampla e matreiramente desse atraso no que diz respeito ao relacionamento entre sexos opostos. No entanto, essas sociedades tendem para a auto-extinção (e basta lerem-se as estatísticas da natalidade, confrontando-as com os encargos do Estado no médio e longo prazo), o que em termos de "fio (histórico) estruturante" é consequente com os comportamentos de risco dos perversos. Se fosse feito um estudo sistemático da realidade homossexual e de "grandes perversões", como a pedofilia, nos sociedades ainda mais fechadas, como @s muçulman@s, ficar-se-ia, provavelmente, "siderad@s", uma vez que as perversões, apesar de condenadas pela "sharia", constituirão provavelmente a "normalidade" não assumida dessas sociedades radicalmente disfuncionais, onde as relações entre sexos oposto não existem antes de casamentos arranjados, onde à mulher é liminarmente negado o direito ao prazer e onde só os ricos podem ter uma ou várias mulheres, não falando das amantes. A India e a sua cultura de violação e assassinato é outro exemplo limite, que, devido à generalização desses crimes, que parecem ter uma aceitação tribal, por um lado, e uma familiar mais rebuscada (li um intelectual indiano afirmar que os homens na Índia são muito "mimados" pelas mulheres, mães, irmãs e outras familiares, e portanto a causa da cultura de violação na Índia seria essa... simplesmente de pasmar), por outro, justificaria uma impensável (a Índia não só possui arsenal nuclear como é tida como uma democracia...), intervenção exterior. A "maior democracia do mundo" é uma democracia de monstros. O que é que vale uma democracia de monstros? Na Inglaterra, por exemplo, os criminosos a cumprir penas de prisão não podem votar, o que é absolutamente correto. O tribunal europeu dos direitos humanos bem tentou coagir os ingleses a deixarem votar os bandidos presos, mas os ingleses, que introduziram a democracia na Europa e estão estre os dez Estados menos corruptos do mundo, não aceitaram essa indecente chantagem. Voltando atrás, repito a minha questão: de que vale uma democracia de monstros? Se um país é constituído maioritariamente por violadores e outros bandidos, devem esses monstros ter o direito a determinar quem faz ou desfaz as leis que os vão regular? 

Portugal mereceria ser um case study, dado que teve um suporte cultural e financeiro, muito longo e sustentado, por parte da comunidade europeia, que lhe teria permitido evoluir para um nível de desenvolvimento social e cultural equiparado aos países de "topo". A conclusão mais pertinente é que a "essência" dos portugueses não torna isso possível, cenário que pode ter sido agravado pela entrada de outros perversos (o gay Padre Frederico, pedófilo e assassino, bem a salvo do "braço curto" da justiça, no Brasil, de onde veio e para onde se escapou - ou deixaram que se escapasse... - foi só um exemplo que amplamente mediatizado. Nessa aspeto particular, o próprio Vaticano parece um ninho de gays e pedófilos gay). Há que ter em mente que os pedófilos familiares serão ainda mais nocivos que estes criminosos. Um pai, um avô, um tio, que abuse d@ própri@ filh@/net@/sobrinh@, assim como os pedófilos que exercem as suas monstruosidades no exercício da sua função de educadores/treinadores, são ainda mais monstruosos que os outros grandes perversos e as penas previstas no código penal português estão muito longe da permitirem a aplicação de uma "justiça justa" e exemplar a crimes de tal calibre.


O treino militar deveria ser obrigatório para todas e todos @s jovens, pois o Estado deveria educar tod@s com competências efetivas e eficazes de auto-defesa. Assim seria num Estado limiarmente oposto ao estado teocrático dos países árabes, onde os governos e as "forças da ordem" jogam todas as cartas da desinformação para encobrirem atrocidades inenarráveis, onde a violação constituiu a maior humilhação e ataque com vista à total "coisificação" d@ "outr@ (num "catálogo" de atrocidades que ultrapassam o imaginário do comum do europeu contemporâneo). Faz-me recordar a parte da "Ponte sobre o Drina" (Ivo Andric), onde o representante do sultão manda caçar o homem (que andava a sabotar a construção da ponte), ordenando terminantemente que lhe seja trazido vivo, para ser empalado e exposto ao público, arrastando o inimaginável sofrimento dele, antes de expirar, por cerca de uma semana e servindo de exemplo...



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Da "estrutura psíquica" obsessiva


Poderia arguir-se que a obsessão não é uma "estrutura psíquica", ao que contraporia que na perversão também não se trataria de uma estrutura psíquica", o que seria falso, dado que a perversão se trata efetivamente de uma estruturação que determina todo o "ser" do sujeito e toda a sua "realidade". O "obcecado" é determinado pelo seu "édipo" masculino, cuja "estrutura psíquica" foi ditada primordialmente pela (sua) relação com a mãe. É importante realçar porque é que na mulher não existe este "vínculo" obcessivo, ainda que a sua "estrutura psíquica" tenha sido moldada igualmente pela relação com a mãe (o dito "complexo de Electra", a existir, terá uma importância menor na formação da "estrutura psíquica"). A mulher sempre encarou a relação com mãe numa prespetiva flexível e pragmática, porque culturalmente não seria aceitável a mera imaginação de uma relação (sexual) com mãe. Nos tempos que correm tal seria equacionável - ou equacionável no futuro - ao nível pelo menos de uma possibilidade teórica na análise psicanalítica? Não me parece: a mulher desenvolve-se com padrões de "estruturação psíquica" radicalmente diferentes do homem. A afirmação de Lacan "não há relação sexual" pode vir a revelar-se muito mais relevante (e determinante) para o desenvolvimento da humanidade do que aquilo que até agora nos foi permitido "desvelar"... 

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