Confronto mata dois jornalistas na Síria

A repórter americana Marie Colvin e o fotógrafo francês Rémi Ochlik morreram ontem na cidade rebelde síria de Homs, onde os bombardeios atingiram um centro de imprensa de opositores ao regime do ditador Bashar al Assad.

"Dois jornalistas morreram nos ataques contra nosso centro de imprensa no bairro de Baba Amr. Ao menos outros três jornalistas estrangeiros ficaram feridos", declarou o militante rebelde Omar Shaker em Baba Amr.

Marie Colvin trabalhava para o jornal britânico "Sunday Times" e Rémi Ochlik era repórter da agência "IP3 Press". Ambos eram repórteres de guerra veteranos, tendo atuado no Oriente Médio e em outras regiões.

Colvin havia perdido um olho durante o conflito no Sri Lanka, em 2001. Após o acidente, ela usava um tapa-olho em aparições públicas.

Segundo testemunhas, bombas atingiram a casa onde os jornalistas estavam, e um foguete os atingiu quando tentavam fugir do local.

Em 11 de janeiro, o francês Gilles Jacquier foi o primeiro jornalista ocidental morto na Síria desde o início da revolta popular contra o regime de Assad, há dez meses.

Jacquier também morreu em Homs, epicentro dos protestos na Síria, durante uma viagem autorizada pelo regime. Na ocasião, nenhuma testemunha soube afirmar se o obus que o matou foi disparado pelos rebeldes ou pelo Exército sírio. diariodonordeste

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