Aprofundamento da comunidade

O presidente do parlamento alemão (Bundestag) defendeu hoje em Lisboa que a União Europeia (UE) não pode ser alargada, nos próximos anos, a outros estados membros, e deve voltar-se mais para si, para o aprofundamento da comunidade.

"É minha convicção de que, nos próximos anos, não podemos permitir o alargamento da UE a outros estados membros, mas devemos forçar o aprofundamento na comunidade face às mudanças, sobre as quais é cada vez mais difícil chegar a acordo", afirmou Norbert Lammert numa palestra que proferiu ao fim da tarde na Universidade Católica de Lisboa, sob o título "Europa: a crise e o futuro".

Menos preocupado com a atual crise, que se prende com aumento da dívida pública de países como a Grécia, Irlanda e Portugal -- "porque crises sempre houve desde a constituição da Comunidade Económica Europeia e a Europa é o produto de experiências de crises", sustentou - Lammert defendeu um futuro conjunto: "porque só juntos teremos futuro".

Numa abordagem algo entusiástica, o presidente do Bundestag destacou o "fascínio que a comunidade tem vista de fora, mais do que de dentro" e que "a Europa é a melhor invenção do século XX, apesar da televisão e da Internet".

Falando sempre em nome pessoal, o presidente do Bundestag constatou que na UE "a integração económica sempre precedeu a integração política" e encarou sem sobressalto a perda de soberania dos estados, em algumas áreas, e a sua transferência para uma outra entidade, que não é outro estado mas a comunidade".

Quanto à Zona Euro, Lammert considerou uma perda de soberania dos estados que adotaram o euro como moeda única, mas defendeu esse caminho.

"Temos uma moeda única com políticas (fiscais, sociais e outras) diferentes. As turbulências daí decorrentes são um risco concreto. Não devemos fugir dos problemas, mas ter orgulho em sermos nós a geração que será capaz de os resolver", sintetizou. dinheirovivo.pt

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