A mulher forte da Europa

Em 1973 mudou-se para Leipzig, onde completou a licenciatura em Física, mais tarde enriquecida por um mestrado em Física Quântica, e onde iniciou a relação com Ulrich Merkel, o homem com quem estaria casada entre 1977 e 1982 e de quem herdou o nome que ainda hoje ostenta. Uma relação cujo final ajuda a perceber por que os críticos de Merkel a consideram «fria», pois, segundo Ulrich, tudo acabou num dia em que Angela «arrumou as coisas e foi-se embora». Sem discutir nem explicar as suas razões, Merkel decidiu abandonar o seu primeiro casamento levando apenas o frigorífico.
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Merkel manteve-se em Berlim e nas Ciências durante os anos 80 e só a queda do muro revelaria a sua faceta política. Mas não no imediato, pois muita tinta já fez correr a reacção de Angela Merkel ao anúncio de 9 de Novembro de 1989, que permitia aos cidadãos do Leste cruzarem o muro rumo a Berlim Ocidental e à República Federal Alemã (RFA): segundo um perfil recentemente publicado na Newsweek, a futura ‘Dama de Ferro’ da Alemanha e ‘Senhora Não’ da Europa preferiu seguir para a sua sessão semanal de spa a ir assistir ao vivo a um acontecimento histórico.
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No perfil em que apresentava Merkel como próxima chanceler alemã, em 2005, a revista New Yorker contava que «Helmut Kohl foi o homem que explicou o mundo a Angela Merkel». E os seus primeiros passos nos Executivos do mentor provam de que mais do que uma política com doutrina formada, Merkel é uma mulher que gosta de aprender antes de abraçar as causas que resolve defender. Começou como ministra das Mulheres e da Juventude, «um ministério pequeno» onde podia trabalhar «sem muito stresse». Aí, para os olhos da opinião pública germânica, ela era uma feminista assumida. Depois, em 1994, passou para a chefia do Ministério do Ambiente e sem surpresas tornou-se uma ambientalista, com destaque para a sua participação nas negociações que resultariam no Protocolo de Quioto. SOL

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