Cortes só nos "de baixo"

A revista Sábado vai publicar um trabalho em que demonstra que o Estado e seus decisores continuam a gastar à fartazana enquanto se cortam subsídios e salários. Porque os "graúdos" do topo têm inúmeras formas de contornar os cortes dos seus subsídios, para além de que os seus honorários só por si lhes permitem uma vida "folgada". Não falemos dos administradores das EP's quem, apesar dos proclamados cortes, ganham o equivalente a 30 ou mais ordenados ordenados "médios" (tomando-se como ordenado "médio" 1000 euros, o que anda bem longe da realidade do país: bem... na RTP, por exemplo, o ordenado "médio" é bem mais que 1000 euros...)

Nota: na realidade a Sábado nem sequer refere questões salariais mas uns "singelos" casos de esbanjamento absurdo (nada absurdo para quem ganha com as negociatas, claro) pelo "poder local". Digamos que a Sábado levanta a ponta de um iceberg que parece não preocupar nem o FMI nem o ECB... Ha! E o editorial trata da jovem "reformada-dourada" que agora apoia a imposição de mais sacrifícios a quem sempre os fez.

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