Algo continua a estar mal, muito mal
Se nos anos anteriores tivemos o país entregue a uma clique de arrivistas que há-de conseguir escapar-se das malhas da Justiça depois de delapidar as finanças públicas a favor de interesses privados, agora corremos o risco de, para limpar a casa, termos um conjunto de gente com um evidente défice de sentido de Estado para cumprir uma missão que deveria servir para salvar o Estado do seu défice.
...
E quando aos estudos milionários para uma não-Ota, um não-Alcochete e um talvez-TGV se sucedem os estudos (de valor desconhecido) para uma quiçá alta-velocidade, mais ou menos TGV conforme os castelhanos mandarem, ou os encomendados pelo ministro Relvas, por exemplo, a um pseudo-guru da SICN que se declara satisfeito consigo mesmo, depois de parte do grupo de trabalho que coordenava se ter demitido pela forma como ele conduziu o dito estudo, algo continua a estar mal, muito mal.
Não é aceitável que esteja em cima da mesa a possibilidade, perante o mutismo presidencial, de ter de optar entre a legalidade do Estado de Direito e uma necessidade transitória, definida por políticos de qualidade duvidosa e técnicos especializados no erro repetido, que leva à suspensão instrumental de garantias constitucionais.
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E temos ainda o desempenho esquisito das instituições.
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Se não é na rua que se exerce o poder, também não pode ser nos gabinetes ou em think tanks muito auto-satisfeitos, desrespeitando a Lei sempre que isso lhes dá jeito.
Se nos anos anteriores tivemos o país entregue a uma clique de arrivistas que há-de conseguir escapar-se das malhas da Justiça depois de delapidar as finanças públicas a favor de interesses privados, agora corremos o risco de, para limpar a casa, termos um conjunto de gente com um evidente défice de sentido de Estado para cumprir uma missão que deveria servir para salvar o Estado do seu défice.
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E quando aos estudos milionários para uma não-Ota, um não-Alcochete e um talvez-TGV se sucedem os estudos (de valor desconhecido) para uma quiçá alta-velocidade, mais ou menos TGV conforme os castelhanos mandarem, ou os encomendados pelo ministro Relvas, por exemplo, a um pseudo-guru da SICN que se declara satisfeito consigo mesmo, depois de parte do grupo de trabalho que coordenava se ter demitido pela forma como ele conduziu o dito estudo, algo continua a estar mal, muito mal.
Não é aceitável que esteja em cima da mesa a possibilidade, perante o mutismo presidencial, de ter de optar entre a legalidade do Estado de Direito e uma necessidade transitória, definida por políticos de qualidade duvidosa e técnicos especializados no erro repetido, que leva à suspensão instrumental de garantias constitucionais.
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E temos ainda o desempenho esquisito das instituições.
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Se não é na rua que se exerce o poder, também não pode ser nos gabinetes ou em think tanks muito auto-satisfeitos, desrespeitando a Lei sempre que isso lhes dá jeito.
