Se soubesse não fazia a Revolução

Otelo Saraiva de Carvalho ouve todos os dias populares dizerem-lhe que o que faz falta é uma nova revolução, mas, 37 anos depois, garante que, se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril. publico.pt

Nota: o meu tio, Joaquim de Sousa Teixeira, passou muitos anos na prisão, alguns dos quais no Tarrafal do qual só conseguiu sair - com um rim arruinado devido às condições extremas em que o prisioneiros viviam e ao castigo-tortura da "frigideira" - graças ao meu avô, que andou incansavelmente de Vila Real para Lisboa, de gabinete de ministro para gabinete de ministro, a implorar a vinda do filho para o continente. Foi condenado a 30 anos porque não mostrou arrependimento, contra a opinião e aconselhamento dos advogados do meu avô, e, antes pelo contrário, assumiu o que fez, afirmando em pleno julgamento que "voltaria a fazer o mesmo" (na verdade, e de acordo com o que o meu tio me contou, com os seus 16 ou 17 anos, na altura, limitou-se a seguir os oficiais por uma causa que lhe pareceu justa). Há muito que se tinha apercebido ter desperdiçado (literalmente toda) a sua juventude por uma causa inútil. Portugal é uma causa inútil. Portugal não presta, nomeadamente porque as portuguesas "élites" são genericamente lixo, e parte delas um lixo muito porco e infeccioso. As "élites" portuguesas, ou parte substancial delas, deviam ser exportadas para a Alemanha para limpar retretes. Claro que também há o "povo", esse "bom povo português"... que é o outro lado do espelho...

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