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João Vilas Boas tinha sido condenado a uma pena de cinco anos de prisão.

O médico psiquiatra do Porto condenado, em Julho do ano passado, a cinco anos de prisão, com pena suspensa, por violar uma paciente grávida, vai sair, afinal, ilibado. O Tribunal da Relação do Porto decidiu, quarta-feira, revogar a condenação, por falta de provas.

João Vasconcelos Vilas Boas, de 48 anos, foi acusado de ter cometido o crime na sua casa, na Foz, em Setembro de 2009, num contexto de consulta privada. Tinha sido, também, condenado a pagar à vítima, uma mulher de Trás-os-Montes, uma indemnização de 30 mil euros. jn.pt

Nota: vamos lá ver se conseguimos compreender... temos uma mulher deprimida e o médico especialista que a tratava. Certo? Este serviu-se das limitações que a depressão pode causar na exteriorização das reacções de repulsa - que como especialista conhece muito bem - para se servir sexualmente da doente que lhe pagava para ser tratada. Certo? Ou, ainda mais grave, o psiquiatra serviu-se da sua compleição física muito avantajada em relação à mulher em questão, com a agravante de aquela se encontrar grávida e deprimida, para a coagir a actos sexuais? Ambas as situações revelam crimes graves e grosseiros por parte de um clínico no exercício da sua actividade de médico especialista. A agravar o quadro dos múltiplos crimes cometidos pelo psiquiatra - nomeadamente abuso de pessoa débil - há também um claro abuso de poder, uma vez que o clínico se encontra sempre numa situação de poder em relação ao paciente que trata. Para além da perversidade de violar uma mulher em estado de gravidez avançada... Num país civilizado - ou num país em vias de se tornar civilizado - isto resultaria em muitos anos de prisão efectiva, na perca definitiva da licença para exercer a profissão, em multas ao Estado e numa pesada indeminização a favor da vítima. Em Portugal - no deprimido, pobre e corrupto farwest da Europa - os magistrados, que recebem chorudos honorários e se aposentam com reformas "douradas", acharam não haver crime!

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