Um banqueiro português concerteza

O Banco Comercial Português (BCP) desmentiu as autoridades norte-americanas que relatam, por escrito, que o seu presidente, Carlos Santos Ferreira, se dispôs, alegadamente, a informar os EUA sobre contas de clientes iranianos no banco e sobre operações financeiras no Irão, factos que, a serem verdade, constituem um crime.
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O banco liderado por Santos Ferreira informa que se deslocou a Teerão “a convite da Embaixada do Irão em Portugal e na sequência das múltiplas missões empresariais portuguesas que se deslocaram àquele país”, onde foi “representado pelo seu administrador da Área Internacional e respectivo director, visitou Teerão, onde manteve contactos com o Ministério das Finanças iraniano, com a Embaixada de Portugal e com diversos bancos locais” e diz que deu disto conta ao BdP e ao Governo.

Recorde-se que os factos relatados pela WikiLeaks, se forem verdade, são considerados, segundo o regime geral das instituições financeiras, quebra de sigilo profissional. O regulamento que proíbe a divulgação de elementos da vida interna das instituições.

A violação do sigilo bancário, que consiste designadamente em divulgar relações com clientes, é considerada crime. Mas há uma segunda questão ainda mais grave: é que, segundo os documentos, Santos Ferreira, na qualidade de presidente de uma instituição financeira, ter-se-á prestado a facultar serviços que podem ser classificados de espionagem. publico.pt, 13 dez

Nota: esta vassalagem asquerosa, livre e espontânea face aos EUA, acompanhada de um fluxo de "mentiras pegadas" para salvar a pele, também é culpa da Alemanha?

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