Polícia inglesa ajudou a encontrar provas

A polícia britânica recusa comentar a referência ao desaparecimento de Madeleine McCann feita nos telegramas diplomáticos norte-americanos divulgados pela organização WikiLeaks, alegando que a investigação cabe às autoridades portuguesas.

«A investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann é liderada pela [polícia] portuguesa», vincou uma porta-voz da polícia de Leicestershire à agência Lusa, que recusou comentar qual a contribuição feita pelos agentes britânicos neste caso.

Segundo o embaixador inglês em Lisboa na altura do desaparecimento de Madeleine McCann (2007), Alexander Wykeham Ellis, a polícia inglesa ajudou a encontrar provas contra os pais da menina, que foram constituídos arguidos e mas finalmente ilibados.

«Sem aprofundar nos detalhes do caso, Ellis admitiu que a polícia inglesa tinha desenvolvido as provas actuais contra os pais McCann, destacando que as autoridades dos dois países [Portugal e Reino Unido] estavam a cooperar», escreve o embaixador norte-americano, Alfred Hoffman, num telegrama descrito como «confidencial».
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Também o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, afirmou na terça-feira não ver motivos para reabrir o processo que, disse, «foi arquivado e muito bem» pelo Ministério Público.

«Conversas de jornal e propaganda publicitária não dá para abrir [inquéritos]», vincou.

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer quatro anos, a 3 de Maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico na Praia da Luz, no Algarve.

Os pais, Kate e Gerry McCann, jantavam nessa altura num restaurante a cerca de 50 metros do apartamento.

A mãe da criança, Kate, e o pai, Gerry McCann, foram constituídos arguidos pelas autoridades judiciais portuguesas em Julho de 2007.

Mas a 21 de Julho de 2008, a Procuradoria-geral da República anunciou o arquivamento das suspeitas contra o casal e um terceiro arguido, Robert Murat. Lusa / SOL

Nota: ficamos a saber que para o português PGR os telegramas da embaixada dos EUA em Lisboa são "conversas de jornal e propaganda publicitária".

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