Investigar o papel da Escom e do BES

Ana Gomes não poupa Durão Barroso no caso dos submarinos, quer ver investigado o papel da Escom e do BES, exige mais das instituições europeias ligadas à luta contra a fraude e o crime transfronteiras e alerta para uma "tentativa de obstaculização judicial" à investigação, tal como aconteceu com os voos da CIA.

Ontem, entregou em mão na Comissão Europeia, em Lisboa, uma queixa contra os contratos de aquisição e contrapartidas dos submarinos, por violação das regras do mercado interno, corrupção e má utilização dos dinheiros públicos. Requer a sua anulação e renegociação "de forma transparente e sem prejuízo para o Estado e os contribuintes".

Ana Gomes diz, face ao que é conhecido das investigações e do que foi publicado pela imprensa, que os contratos estão "eivados de subornos, fraudes, documentos forjados, falsas contrapartidas, lavagem de dinheiro e evasão fiscal". A queixa, referiu, é apresentada em nome individual, com a convicção que "comporta riscos".

As sete páginas da queixa alegam que, apesar das derrogações das regras do mercado interno para as aquisições do sector da defesa, o país não cumpriu as condições previstas, cita as suspeitas de "subornos associados ao financiamento de partidos políticos, branqueamento de capitais, evasão fiscal e contrapartidas como veículos para pagamentos indevidos", as contrapartidas fictícias, a selecção das empresas sem concurso e ainda as acusações de fraude contra empresas que receberam ajudas comunitárias.

Denuncia o duplo papel da Escom, contratada pelo Estado para fazer o projecto de financiamento e, ao mesmo tempo, pela MAN Ferrostaal para "facilitar os contratos de contrapartidas" , acrescendo o facto de pertencer ao GES e o BES participar no consórcio financeiro da operação. publico.pt, 21 dez

Nota: o GES/BES também esteve por detrás do negócio Portucale e do abate ilegal de milhares de sobreiros.


Os submarinos do nosso afundamento

A eurodeputada Ana Gomes entregou hoje uma queixa na Comissão Europeia contra os contratos de aquisição e contrapartidas dos dois submarinos, por violação das regras do mercado interno, corrupção e má utilização dos dinheiros públicos.

Ana Gomes diz que a queixa “não é contra Portugal, mas por Portugal” e que “está preparada” para o risco que representa a sua iniciativa “a título pessoal”, denunciando que nos últimos dois dias, o seu e-mail do Parlamento Europeu foi violado, com textos desaparecidos e dificuldades de envio, todos relacionados com este assunto. publico.pt, 20 dez

Nota: uma negociata apadrinhada pelo actual presidente da Comissão Europeia, que abandonou o país deixando-o de "tanga"...

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