Perseguição dos suecos

O juiz do Supremo Tribunal britânico confirmou a possibilidade de o fundador do WikiLeaks sair em liberdade provisória até ao julgamento do processo de extradição, que está agendado para 11 de Janeiro, mesmo sob medidas de coação.

Mark Stephens disse que o recurso, interposto pelo Ministério Público britânico a pedido das autoridades suecas, foi a "continuação da perseguição dos suecos".

O advogado adiantou que hoje foi também decidido que, além da caução em dinheiro, os custos judiciais terão de ser pagos pela acusação.

O valor da caução é de 200 mil libras [cerca de 236 mil euros] e várias pessoas terão de assinar garantias financeiras adicionais], montante que ascende aos 280 mil euros. dn.pt, 16 dez

Nota: 'o advogado Mark Stephens declarara estar "profundamente encantado e entusiasmado" com a decisão tomada hoje pelo juiz Duncan Ouseley' (libertação de Julian Assange).


Corrida contra o tempo

Houve uma verdadeira corrida contra o tempo esta tarde para que Julian Assange não voltasse para a prisão. O juiz exigiu que mais cinco pessoas se responsabilizem pelo paradeiro de Assange, quando sair da prisão, além das duas que já o tinham feito, já que o dinheiro da fiança - paga por apoiantes célebres do editor do Wikileaks, como o realizador Michael Moore - não estava ainda todo reunido.

Só que algumas dessas pessoas não estão em Londres, para assinar os documentos legais necessários, o que poderia impedir a libertação de Assange já hoje. Essas pessoas, diz o "Guardian", são são o ex-jornalista e escritor Phillip Knightley, o editor Felix Dennis, o biólogo molecular (e galardoado com o Nobel) John Sulston, o ex-ministro trabalhista e membro da administração da casa editorial Faber & Faber Lord Matthew Evans e a professora Patricia David. Mas como duas destas pessoas estão ausentes de Londres, o juiz aceitou que fossem substituídos pelo solicitador Geoff Shears e pela baronesa e ambientalista Tracy Worcester.

O juiz Duncan Ouseley, que presidiu à sessão, dissera antes da decisão que "a história da forma como os procuradores suecos têm lidado com este [caso] daria ao senhor Assange algumas bases para ser absolvido se houver julgamento", descreveu o site do jornal britânico "The Guardian", que tinha vários jornalistas a acompanhar a sessão.

Assange recebeu inicialmente luz verde para se sair em liberdade condicionada na terça-feira, dada pelo juiz Howard Riddle, mantendo-se no Reino Unido, onde foi detido ao abrigo de um mandado de captura internacional e extradição para a Suécia – contra o pagamento de fiança de 240 mil libras (cerca de 282 mil euros). Terá de usar uma pulseira electrónica, apresentar-se diariamente numa esquadra.

Terá ainda de voltar a tribunal a 11 de Janeiro, enquanto é avaliado o pedido de extradição para a Suécia, onde as autoridades querem que Assagen colabore no inquérito sobre as queixas de violência sexual apresentadas contra ele por duas mulheres. Não foi ainda formalizada qualquer acusação. publico.pt, 16 dez

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